quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Behaviorismo X GESTALT

 Behaviorismo

 É a análise do comportamento humano, sendo objeto observável da Psicologia. 


 Nesta teoria, os pesquisadores chegaram à conclusão que as únicas reações admissíveis como originais na criança recém nascida, seriam o medo, a cólera e o amor, sendo as demais, frutos de condicionamento.

J. B. Watson
Segundo J. B. Watson, que lançou a corrente behaviorista entre 1910 e 1920, "é cientificamente observável a ação de um estímulo e a reação encontra seu protótipo no reflexo incondicionado e condicionado". Watson acreditava que certos estímulos levam o organismo a dar respostas devido ao ajuste ao meio do indivíduo, assim como a formação de hábitos e a hereditariedade, ou seja, o comportamento depende do ambiente em que se vive; não é uma ação isolada.
 O Behaviorismo, em momentos históricos mais fechados como em tempos de ditadura militar, foi indistintamente utilizado para controle social, onde comportamentos destoantes dos permitidos, já se julgavam subversivos e, portanto, limitavam-se o alcance de pensamento e interatividade do sujeito com o seu meio vivido.

 GESTALT

"A 'fórmula' fundamental da teoria da Gestalt poderia ser expressa da seguinte maneira: existem totalidades, cujo comportamento não é determinado pelos seus elementos individuais, mas nos quais os processos parciais são eles mesmos determinados pela natureza intrínseca do todo" (Max Wertheimer).
 Enfatiza o conjunto, a organização, a estrutura e as propriedades do campo psicológico. 
Von Ehrenfels
 Para Von Ehrenfels, seu criador, as qualidades formais não resultariam da soma ou reações dos elementos, mas sim da atividade do espírito que combinaria esses elementos.
 Destacou-se como tema central desta teoria, a percepção, onde os experimentos realizados levaram os teóricos a questionar o princípio implícito na teoria Behaviorista, onde se afirma que há relação de causa e efeito entre o estímulo que o meio fornece e a resposta do indivíduo, onde se encontra o processo de percepção. Concluiu-se que, o que o individuo percebe e a forma com que ele percebe, são dados importantes para a compreensão do comportamento humano.
 A Percepção, entre o estímulo que o meio fornece e a resposta do indivíduo, encontra-se no Processo de Percepção. Na visão dos gestaltistas o comportamento deveria ser estudado nos seus aspectos mais globais, levando em consideração as condições que alteram a percepção do estímulo.



 O campo psicológico nos permite estruturar situações que não estão nítidas. Há um fenômeno na Gestalt chamado insight que nos permite compreender imediatamente uma figura que até é desconhecida. 
Insight = entendimento, percepção profunda. O Insight é uma percepção imediata. 
 Muito usado na publicidade, a palavra pode ser ilustrada através da famosa lâmpada acesa. É o caminho para a ideia. 
 Tendo como característica deste conceito tem-se, o seu surgimento espontâneo, não havendo consciência do que o provocou e levando a uma reação de surpresa. Juntamente com a ocorrência súbita da resposta, este aspecto provoca ainda um sentimento de satisfação. Por sua vez, estas reações fazem com que o insight tivesse sido sempre considerado como a experiência do "Aha". 
Esse tipo de experiência decorre também de uma outra característica na resolução por insight, ou seja, da resposta correta não ser imediata ao contato com o problema, havendo um momento inicial de insucesso.
 Ou seja, o insight é como se fosse aquele incômodo, a intuição, a luz no fim do túnel.
 Em psicologia, insight é o momento da tomada de consciência do paciente sobre si próprio.




 Utilizadas por profissionais de vários campos, as correntes do Behaviorismo e a Gestalt, são utilizadas amplamente com o intuito de entender o comportamento do indivíduo, assim como restaurar seu ponto de equilíbrio, facilitando o entendimento das mudanças de comportamento e as transformações que envolvem a aprendizagem, segundo o estimulo oportunizado. 
 A Gestalt, entretanto, é convencionalmente utilizada por profissionais da área da Psicologia como um instrumento de análise do indivíduo e de suas percepções. 
 O Behaviorismo e a Gestalt estudam o comportamento como objeto da Psicologia. Porém, o Behaviorismo estuda o comportamento estímulo-resposta tentando isolar o estímulo que corresponderia a resposta esperada.
 Na visão dos gestaltistas, o comportamento deve ser estudado nos seus aspectos mais globais, nas quais seriam levadas em consideração as condições que alterariam a percepção do estimulo. É por isso que a critica da Gestalt está, principalmente, na abordagem do Behaviorismo em considerar o comportamento de forma isolada, pois deste modo, perderia o significado e o seu entendimento para o psicólogo.



Referências:
   
• www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/o-behaviorismo-e-a-psicologia-da-forma-gestalt-3659574.html

• www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/behaviorismo-gestalt-e-psicanalise/


• pcmarques.paginas.sapo.pt/Li5.htm

• www.ocre.com.br/blog/?p=134



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Síntese de Textos


 Ambição e Ética

 No texto Ambição e Ética o autor afirma que ambição é desejos, sonhos, metas, objetivos que cada pessoa tem para a vida e, por isso, não vê problemas em se ter ambição. Ética ele define como os limites que impõe-se na busca de determinada ambição. Para o autor as "grandes ambições" são as mais difíceis de alcançar, como eliminar a corrupção do Brasil por exemplo. 
 O problema do mundo está em decidir a ambição antes de definir a ética, pois ao definir a ambição, impor uma ética pode atrapalhar, limitando os objetivos traçados. É necessário definir a ética o mais breve possível.

 Volta às Aulas 

 No texto "Volta às Aulas", o autor fala sobre o ensino centrado no aluno, no qual ele não está acostumado pois, antes, toda a atenção focava-se no professor; só o docente falava em sala de aula e os alunos o ouvia. O hábito de só ouvir e nunca debater o que está sendo dito é muito comum. Copiar conceitos pré estabelecidos por outras pessoas, utilizar o que já está pronto, sem nunca utilizar o pensamento crítico, sem expor as próprias ideias não deve persistir. Ao surgir problemas cotidianos eles só podem ser resolvidos a partir de experiências, e não com base em teorias que encontram-se em livros. 


 Fazer o que se gosta

 As coisas que gostamos de fazer, a fazemos de graça. Em se tratando de emprego tem-se que realizar o que tem que ser feito. Para que o trabalho não se torne chato é necessário que se aprenda a gostar do que faz. Ao escolher uma profissão, primeiro precisa-se descobrir quais são as habilidades naturais e depois a exerce-la bem. Mesmo as coisas "chatas" devem ser bem feitas. Assim ganhará destaque em seu emprego e outras portas se abrirão. E então sentirá prazer no que faz. 


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sofisma e Maniqueísmo X 4 Leis do Materialismo Dialético

Sofisma

 É um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

Maniqueísmo

 É uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Maniqueu que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.

Materialismo dialético

 É uma concepção filosófica que defende que o ambiente, o organismo e fenômenos físicos tanto modelam os animais e os seres humanos, sua sociedade e sua cultura quanto são modelados por eles. Ou seja, que a matéria está em uma relação dialética com o psicológico e social. Se opõe ao idealismo, que acredita que o ambiente e a sociedade com base no mundo das ideias, como criações divinas seguindo as vontades das divindades ou por outra força sobrenatural.

       LEIS DA DIALÉTICA


Primeira lei: A mudança dialética

 A primeira lei da dialética começa por contatar que nada fica onde está, nada permanece o que é.
 Quem diz dialética diz movimento, mudança. Para ter um estudo dialético devemos nos colocar no ponto de vista dialético, ou seja, no movimento, na mudança.
 Para a dialética, não existe nada de definitivo, de absoluto, de sagrado; nada existe alem do processo ininterrupto do devir e do transitório.

Segunda lei: A ação recíproca

 A pesquisa do encadeamento de processos nos conduz a estudos minuciosos e completos.
 Para a dialética insistimos nisso: nada está acabado. É necessário considerar as coisas como nunca tendo cena final.
 O mundo, a natureza a sociedade constituem um desenvolvimento que é histórico, e, em linguagem filosófica, se chama desenvolvimento em espiral.
 Usamos a imagem da espiral para fixar as idéias. é uma comparação para ilustrar que as ciências evoluem segundo um processo circular, mas não voltam ao ponto de partida; voltam um pouco acima, num outro plano, e assim sucessivamente, o que dá uma espiral ascendente.
 Não podemos esquecer que o motor que põe em movimento esta espiral é o autodinamismo.

Terceira lei: A contradição

 A dialética nos ensina que as coisas não são eternas: tem um começo meio e fim (a morte).
 No interior de cada coisa existem forças opostas, e estas lutam. Uma coisa é movida por forças que se chocam pois estas estão em direções opostas.
 Uma tende para a afirmação (vida) e a outra para a negação (morte).

Quarta lei: Transformação da qualidade e quantidade ou lei do progresso por saltos.

 É lei da transformação da quantidade em qualidade, segundo a qual mudanças quantitativas dão origem a mudanças qualitativas revolucionárias. A dialética reconhece que as revoluções são necessidades. Há mudanças contínuas, mas, acumulando-se, acabam por produzir mudanças bruscas.

Exemplo cientifico:
 Tomemos por exemplo à água. Partamos de 0º e façamos subir de 1º , 2º , 3º até 98º: a mudança é continua iremos ainda até 99º, mas a 100º, temos uma mudança brusca, a água transformasse em vapor.
 Se invertermos o processo de 99º descermos até 1º, teremos novamente uma mudança continua, mas a 0º a água transformasse em gelo.
 De 1º a 99º , permanece sempre água apenas a temperatura muda é apenas uma mudança quantitativa, quantidade de calor que tem a água. Quando se transforma em gelo ou vapor, temos uma mudança qualitativa, uma mudança de qualidade. Já não é água, é gelo ou vapor.


Referências: 
  pt.wikipedia.org/wiki/Sofisma
  www.guia.heu.nom.br/maniqueismo.htm
  pt.wikipedia.org/wiki/Maniqueismo
  culturareligare.wordpress.com/leis-da-dialetica/

     Metáfora e Parábola na Psicologia


 Metáfora na Psicologia


 Metáfora teve sua primeira definição datada na Grécia nos escritos Aristotélicos. Segundo Aristóteles, “metáfora é a transferência do nome de uma coisa para outra, ou do gênero para a espécie, ou da espécie para o gênero, ou de uma espécie para outra, ou por analogia”  A metáfora é evitada na argumentação filosófica, pois é frequente causa de equívocos, e é utilizada na psicologia pela capacidade de transferência. Quando uma pessoa usa de transferência de sentido em determinadas situações, pode ser analisada a patologia dessa transferência através da psicologia.


 Parábola na Psicologia


 Parábolas são histórias com características e experiências de erros e acertos, ao qual implicam em um resultado bom ou ruim.
 As Parábolas podem ser utilizadas na psicologia como um caminho para mostrar um pouco sobre comportamentos e no que implicam, para assim explicitar os verdadeiros motivos de acontecimentos de uma situação que está acontecendo com uma pessoa e tentar mostra-la o que há por traz daquilo, ou o porque daquela situação, podendo o mesmo enxergar motivos e soluções.


Fonte: passatempopassa.wordpress.com



 O que é Psicologia


• É a ciência que estuda o comportamento, os processos mentais e a relação entre eles em todo o domínio em que entram os comportamentos observáveis (correr, andar, falar, etc.) assim como os não observáveis (pensar, emocionar-se, etc.)

Fonte: pt.wikibooks.org

• A psicologia estuda o que motiva o comportamento humano - o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência, etc.

Fonte: www.brasilescola.com


 O que é Psiquiatria


• É uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das diferentes formas de sofrimentos mentais, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, com manifestações psicológicas severas. São exemplos a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, a demência e os transtornos de ansiedade.

Fonte: pt.wikipedia.org

• Psiquiatria - expressão grega que significa "arte de curar a alma". É um dos ramos da Medicina, o qual se direciona para o estudo das pertubações psíquicas humanas.

Fonte: www.infoescola.com - por Ana Lucia Santana


 O que é Psicanálise


• É a ciência do inconsciente que foi fundada por Sigmund Freud. Um  método de investigação que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.

Fonte: www.dicionarioinformal.com.br

• De acordo com Freud, psicanálise é o nome de um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo, um método (baseado nessa investigação) para o tratamento de distúrbios neuróticos, e uma coleção de informações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumulou numa "nova" disciplina científica.

Fonte: pt.wikipedia.org


 O que é Psicologia Organizacional


• Inicialmente denominada como Psicologia Industrial, estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações. Mais especificamente, atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de recursos humanos.

Fonte: pt.wikipedia.org

• A psicologia organizacional, segundo Spector, refere-se ao desenvolvimento e a aplicação de princípios científicos no ambiente de trabalho, preocupando-se em compreender o comportamento individual e aumentar o bem-estar dos funcionários no ambiente de trabalho.

Fonte: artigos.psicologados.com